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Frida
Khalo
Diego
Rivera
José
Orozco
Davi
Siqueiros
Rufino
Tamayo
Para
entender suas pinturas é necessário conhecer um
pouco sua vida.
Frida Kahlo nasceu
em 1907 no México. Gostava de declarar-se filha da revolução,
dizendo-se nascida em 1910.
De vida marcada por
grandes tragédias, contraiu poliomelite aos 6 anos, o
que deixou-a coxa. Anos mais tarde sofreu um acidente de ônibus
o que lhe trouxe múltiplas fraturas e tempo de convalescença.
Começou a pintar nesse período, quando sua mãe
pendurou um espelho em cima de sua cama.
Frida sempre pintou
a si mesma. Dizia "Eu pinto-me porque estou muitas vezes
sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor".
A
sua vida com o marido (o pintor Diego Rivera) sempre foi tumultuada
e lhe trouxe angústia. Diego tinha muitas amantes e Frida
compensava estas traições com amantes de ambos
os sexos. As sequelas de seu acidente lhe trouxeram sua maior
dor: embora tenha engravidado mais de uma vez, não conseguia
levar uma gestação até o final.Isso ficou
claro em muitos de seus quadros.
Seus
quadros sempre refletiam o momento pelo qual passava. Embora fortes
não eram surrealistas. Frida dizia: "Pensaram que eu era
surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei
minha própria realidade".
Diego
nasceu em Guanajuato no ano de 1886. Estudou na Academia de
Belas Artes de San Carlos até 1902 quando foi expulso
por participar de uma greve de estudantes.
De talento reconhecido,
em 1907 ganha uma bolsa do governo para estudar na Europa, de
onde volta somente 14 anos depois.
Sua temporada na Europa
permitiu-lhe o estudo com variados mestres e estilos diferentes.
Aprendeu também como que gregos, italianos, holandeses,
espanhóis e outros criaram uma arte nacional de ressonância
universal. Queria fazer o mesmo no México, contribuindo
para que seu país tivesse uma fisionomia artística
própria, exprimindo o vigor de sua natureza física
e humana, em uma
pintura que não só descrevesse o povo mexicano, mas
que também conversasse com ele, dialogasse.
Juntamente com José
Clemente Orosco e David Siqueiros criou o movimento muralístico
mexicano. Acreditavam que só mesmo o mural poderia redimir
artisticamente um povo que esquecerá a grandeza de sua civilização
pré-colombiana durante tantos séculos de opressão
estrangeira e de espoliação por parte das oligarquias
nacionais culturalmente voltadas para a metrópole espanhola.
Produzir obras em locais públicos para que todos pudessem ver
e que não acabassem em propriedade de algum abastado colecionador.
Ele queria que a arte fosse de todos.
Ao longo de sua vida, criou
mais de 2 mil quadros, 5 mil desenhos e cerca de 4 mil metros quadrados
de pintura mural.
Em 1929 casou-se com a pintora
Frida Kahlo. Nesse mesmo ano, inicia o mural no qual pretendia contar
a história de seu país, a ser exposto no Palácio
Nacional. Morre 28 anos depois, em 1957, deixando inacabado este mural.
Siqueiros
nasceu em 1896, em Chihuahua, México. Teve suas primeiras
aulas de pintura com o mestre mexicano Solares Gutiérrez.
Anos depois entrou para a Academia de San Carlos no México
e finalmente para a Escola de Santa Anita, a qual abandonou
para alistar-se como subtenente no Exército Constitucionalista.
Viveu um tempo como revolucionário nas tropas de Venustiano.
Ao voltar ingressou
na Escola Nacional Preparatória (ENP), ao mesmo tempo
em que continuava sua carreira política como membro do
Comitê Executivo do Partido Comunista do México
e Secretário Geral do Grêmio de Artesãos,
Escultores e Pintores.
Sua primeira obra
importante foi uma série de afrescos que terminou em
1924 para a ENP. Depois de ser preso em 1930, exilou-se em Taxco
e de lá foi para Los Angeles, onde começou a fazer
experiências com novas técnicas. Mudou-se para
Nova York onde organizou o Siqueiros Experimental Workshop.
Alistou-se como voluntário na Guerra Civil na Espanha.
Quando voltou ao México,
após 1940, fundou o Centro Realista de Arte Moderna.
Depois
de várias viagens à América e Polônia,
foi condenado pelo governo a seis anos de prisão. Uma
anistia posterior reduziu esta pena para dois anos. Já
em liberdade começou o seu famoso afresco, A Marcha da
Humanidade, que lhe valeu o Prêmio Nacional de Arte do
México.
Suas
principais obras: - Eco de um Grito (1937)
- Etnografia (1939)
- Coronelazo (1939)
- La Nueva Democracia (1939)
- Las Victimas de La Guerra (1939)
- Las Victimas Del Fascismo (1939)
- Marcha de La Humanidad em La América Latina (1965-1971)
Siqueiros
também pintou, nos EUA, um afresco no Plaza Art Center, chamado
Tropical América – Opressed and Destroyed by the Imperialists.
A obra causou tal polêmica e indignação que foi
obrigado a sair do país para não ser deportado.
Sempre foi um polemista
muito lúcido. Dentre os Muralistas era o que tinha maior comprometimento
com o mundo moderno no que diz respeito tanto à temática
quanto às técnicas. Diferentemente de Orozco e Rivera,
raramente pintou temas ligados à história mexicana.
Seu desejo violento por
justiça e progresso fazia com que ele trabalhasse em suas pinturas
como se estivesse atacando um inimigo. Morreu em 1974, no México.
Nasceu
em 1883, em Ciudad Guzmán, Jalisco, no México.
Freqüentou a Academia de Bellas Artes de San Carlos e a
Escuela Nacional Preparatória (ENP) no curso de arquitetura.
Destacou-se principalmente na pintura mural, mas também
dedicou-se à pintura de cavalete, à aquarela,
ao desenho e à caricatura, que fazia mais como forma
de sustento que como arte.
Trabalhou principalmente no México, embora tenha desenvolvido
algumas experiências nos Estados Unidos. Suas principais obras:
- Zapatistas
- Catarsis
- Combate
- Barricada
Foi o único dos Muralistas que não se filiou a
partidos, sendo assim o mais livre dentre eles. Orozco foi o
mais universalista dos mestres da primeira geração
da Escola Mexicana. Sobre ele, disse Octavio Paz: “...Orozco,
como Siqueiros, ama o movimento; como Rivera, é monumental.
Partilha
da mesma ênfase desses dois pintores. Quando cai, cai pesado,
porque de mais alto. Ao contrário dos companheiros, não
tenta penetrar a realidade com a arma das ideologias,mas ataca violentamente
estas últimas, assim como suas encarnações...”
Orozco divergia profundamente
de Rivera, com relação à atitude que um e outro
tinham para com a arte nacionalista, o indianismo, as interpretações
da história mexicana e até para com a própria
Revolução e seus murais, por evitar as mensagens históricas
e políticas que, em Rivera, aparecem bem definidas.
Orozco considerava que os
outros pintores, em seu nacionalismo, confundiam pintura com arte
folclórica. Ele dizia: “A pintura em sua mais alta expressão
e a pintura como arte menor folclórica diferem essencialmente
nisto: a primeira possui imutáveis tradições
universais de que ninguém pode separar-se (...) a Segunda,
tem apenas tradições locais”. Orozco também
se negava a pintar propaganda: “uma pintura não deveria
ser um comentário, mas a coisa em si, não uma reflexão,
mas uma compreensão, não uma interpretação,
mas uma coisa a ser interpretada.”
Morreu no México,
em 1949.
Rufino
Tamayo nasceu em 1899 em Oaxaca, México. Seu estilo combina
temas populares com as formas artísticas da vanguarda
européia, como o cubismo. Sua obra evoluiu de pequenas
pinturas com cores mais sóbrias à uma gama de
cores muito mais brilhantes à serviço da temática
social (murais). Obras importantes:
- La Revolucion (1938)
- Mujeres de Tehuantepec (1939)
- Animals (1941)
- The Singer (1950)
- Homenaje a La Raza (1952) Em obras
como Mujeres de Tehuantepec, dispõe de figuras fortes
e monumentais da arte tradicional mexicana com uma sutil e complexa
composição inspirada no cubismo francês.
Suas obras gozaram
de grande reconhecimento internacional que lhe renderam encomendas
para grandes murais, como Homenaje a La Raza, em Paris, México
Hoy, no Palácio de Bellas Artes no México, América,
em Houston e as mais importantes Prometeo e Eclipse para o Edifício
da UNESCO em Paris.
Em 1943 Tamayo realizou
sua primeira obra completamente abstrata. Muitas de suas obras
seguintes, na década de 50, seguiram esta tendência:
a abstração unida a um estilo
essencialmente
emocional e violento.
Tamayo foi um grande conhecedor
da arte do período pré-hispânico. Em 1974 doou
sua esplêndida coleção de peças desse período
à sua cidade natal, Oaxaca.
Em 1981 foi inaugurado,
na Cidade do México o museu que leva seu nome. É um
dos centros de arte contemporânea mais modernos do mundo, onde
se encontram obras de mais de 150 artistas internacionais.
A doação do
museu e da quase totalidade de seu acervo artístico do povo
mexicano representou uma de suas maiores satisfações
pessoais.
Morreu em 1991.