O
famoso Mariachi, um conjunto de três ou quatro violinos,
uma viola, um violão de seis cordas, um contrabaixo e
dois trompetes é uma presença indispensável
(e vibrante) em festas e banquetes.
Há duas possíveis
origens para a palavra "MARIACHI": ela pode vir do
francês "Mariage" por serem os músicos
que tocavam em casamentos ou da árvore que, no dialeto
Cora chama-se "Mariachi" e da qual fabricam-se instrumentos
musicais e tablados para se dançar.
Atualmente destacam-se
na música mexicana os artistas Carlos Santana, Maná,
Thalia entre outros, convivendo com o tradicional Mariachi e
a "caliente" Salsa.
Carlos
Santana nasceu no México em 1947. Foi intriduzido no mundo
da música por seu pai, um violinista de Mariachi, quando tinha
cinco anos de idade.
Em 1955 mudou-se de Autlan
(México) para Tijuana. Influenciado desde os oito anos de indade
por guitarristas clássicos como B.B. King, mudou-se, em 1961,
para San Francisco (EUA) onde continuou a desenvolver seu estilo original
de música.
Seu primeiro álbum,
Santana, de 1969, conteve os ritmos latinos pesados acompanhados por
sua guitarra e ajustou uma tendência popular para a música
latina durante os anos 70, com músicas como "Oye como
va" e a regravação de "The black magic woman"
(de Fletwood Mac).
Atualmente sua carreira
retomou o sucesso com os hits "Smooth" (do álbum
Supernatural) e "The game of love" (do álbum Shaman).
Estes álbuns caracterizam-se por parcerias com outros cantores
e intérpretes.
A
história desta banda começou nas ruas de Guadalajara,
nos bares underground da Cidade do México, no final dos anos
70, com o nome de Green Hat (Sombrero Verde em espanhol).
Naquela época, foram
uma das poucas bandas de rock mexicano que foi notada pelas gravadoras.
Seu primeiro álbum, "Sombrero Verde" (1981) e o segundo,
"A ritmo de Rock" (1983), ambos para uma gravadora multinacional,
não foram reconhecidos, entretanto.
Em 1986 o nome da banda
muda para Maná. Até assinarem contrato com a Warner
Music continuaram tocando em espaços.
Em
1989 produzem "Falta Amor", seu primeiro disco com a gravadora.
O mesmo só se transformou em sucesso 2 anos depois.
Em 1992 gravam seu segundo
disco pela Warner Music, cujas vendas ultrapassaram 1,5 milhão
de unidades somente no México e 5 anos depois atingindo 3,5
milhões de cópias vendidas ao redor do mundo. Uma incrível
façanha para o rock latino!
O som do Maná, uma
combinação do fresco ecletismo pop rock com reggae e
ritmos afro-latinos, cativou ouvintes através do continente.
A globalização
da banda começou em 1993, com uma maior promoção
e temporadas de concertos através de Centro e América
do Sul, Espanha e comunidades de língua espanhola nos Estados
Unidos.
O segundo álbum da
banda "Donde Jughrán Los Niños?" se colocou
por si só entre os 50 melhores álbuns de Billboard latino
por mais de 97 semanas. Ao mesmo tempo, o vídeo "Viver
Sin Aire" ganhou um prêmio da MTV como melhor vídeo
do ano.
Em janeiro de 1995, a pedido
do diretor de cinema Francis Ford Coppola, a banda gravou uma música
chamada "Celoso", originalmente gravada por Los Panchos,
para a trilha sonora de seu novo filme "My Family". Neste
mesmo ano, a banda teve a honra de ser os únicos artistas latinos
selecionados para gravar uma canção do álbum
de tributo a Led Zeppelin, "Encomium", para o qual a banda
gravou uma versão em espanhol de "Fool in the rain".
Estas duas canções originaram nova turnê, em 13
países, com shows vistos por mais de 400.000 pessoas.
Mas este grupo não
é só Rock and Roll. Maná tem mostrado interesse
na conscientização dos problemas ambientais de nosso
planeta.
Em Setembro de 1995 a banda
fundou uma organização chamada Selva Negra para que
se faça consciência dos problemas que se apresentam para
a ecologia do planeta. Além da conscientização,
também estão ativamente envolvidos em programas para
reflorestamento de áreas de bosques de urgente necessidade.
Neste mesmo ano, compuseram uma música em homenagem a Chico
Mendes.
Saiba mais:
- Site Oficial: http://www.mana.com.mx
- Site Brasileiro: http://www.mana-vitoriaregia.com.br
- Organização Selva Negra: selvaneg@mail.udg.mx
Natalia
Lafourcade nasceu em 26 de Fevereiro de 1984, na cidade de Guatepec,
estado de Veracruz, México.
Filha de Músicos, começou
a cantar aos 3 anos e aos 4 já sabia que queria ser artista.
Durante sua adolescência fez aulas de pintura, música,
piano, flauta, teatro, balé, guitarra, saxofone, atuação
e canto. Gostava de fazer imitações de Glória
Trevi.
Em 1998 foi parte do grupo Twist,
um grupo somente de mulheres, que cantava baladas românticas.
O grupo separou-se no mesmo ano, o que serviu para Natalia decidir
que queria seguir em sua carreira artística.
Quando lançou-se como cantora
solo, saiu seu primeiro disco, “Natalia Lafourcade”, produzido
por Áureo Baqueiro e Loris Ceroni. Seu disco foi um grande
sucesso.
É acompanhada pela banda
La Fourquetina, que conheceu numa escola de música.
O
grupo tem muita sintonia. Os próprios classificam sua música
como Rock-Pop-Funk e admitem estar num processo de busca. Tocam um
pouco de tudo, desde que haja fusão.
Confessa-se apaixonada por Björk,
e dessa paixão passou a escutar Radiohead, Fiona Apple, Red
Hot Chilli Peppers e Caetano Veloso.
Natalia assume que há muita
similaridade entre ela e Shakira pois iniciou sua carreira muito jovem,
cantando temas próprios, com muita personalidade. A única
diferença entre elas é que Natalia quer fazer uma carreira
constante com sua banda, La Fourquetina, composta por César
Cahnona, Alonso Degert, Yunven Viveros e Alonso Cortez.
Seu reconhecimento internacional
se deu em 2003, quando foi indicada a quatro prêmios do Grammy
Latino. Logo em seguida obteve cinco indicações para
o prêmio MTV latino.
Se
Monterrey, cidade do grupo Kinky fosse nos EUA, seria considerada
a nova Seattle. Na Inglaterra, a nova Machester.
O grupo Kinky é considerado
atualmente a melhor coisa vinda do México desde Salma Hayek.
O grupo, formado por César
Pliego (baixo); Carlos Chairez (guitarra e voz); Gilberto Cerezo (voz,
guitarra e scratches); Ulisses Lozano (teclados) e Omar Gongora (bateria),
cresceu escutando Chemical Brothers, Kruder e Dorfmeister, St Germain,
Black Sabbath, Jazz e os velhos discos de rancheiras mexicanas de
seus pais. Isso tudo resultou na criação de um “groove
norteño”.
Os integrantes do grupo uniram-se
em 1998 e começaram a experimentar sem saber no que ia dar.
No ano seguinte foram ouvidos pelo produtor Chris Allison.
Logo estavam em turnê com
os Flaming Lips, o Cake e abrindo shows para Shakira.
Indicado
ao Grammy de melhor disco de rock alternativo, o Kinky mistura com
muito bom gosto house, rap e ritmos latinos, mostrando um grupo maduro,
original e surpreendente. Seu primeiro CD foi gravado em Monterrey,
em Dezembro de 2000.
Pode-se dizer que o Kinky está
para o cenário pop atual como o filme “Amores Brutos”
está para o cinema. Quem ouve não fica indiferente.
Assim como os críticos da Rolling Stone, da Spin, do New York
Times, do Philadelphia Inquirer e do Chicago Tribune, que o apontam
como o futuro da música pop.